No Dia dos Namorados, talvez essa seja uma das perguntas mais importantes que possamos nos fazer.

Uma das frases que mais repito no consultório é que o amor precisa ser um lugar de acolhimento. Um espaço onde podemos ser quem somos, sem medo, sem precisar nos diminuir para caber na vida de alguém, sem receio constante de julgamentos ou rejeições.

Quando o amor aprisiona, controla, machuca ou deixa de ser suporte, ele deixa de cumprir uma de suas funções mais importantes: promover crescimento, segurança e bem-estar.

Mas, se sabemos disso, por que tantas vezes permanecemos em relações que nos fazem sofrer?

Parte dessa resposta está naquilo que aprendemos sobre o amor ao longo da vida. Aprendemos a amar observando. Observamos nossos pais, nossas referências afetivas e os relacionamentos que nos cercaram. Muitas vezes, passamos a acreditar que amor é sinônimo de sacrifício, de tolerar o intolerável ou de permanecer mesmo quando já não há respeito.

O problema é que tendemos a reproduzir aquilo que conhecemos, mesmo quando isso nos faz mal.

Reconhecer esses padrões é um passo importante. Transformá-los é um ato de cuidado consigo mesmo.

Porque o amor saudável não exige que você deixe de ser quem é. Ele oferece espaço para que você seja, cresça e floresça.